Neuromarketing na prática: como emoções vendem mais que preços

16-01-2026

A escolha de Ana

Ana entrou no supermercado apenas para comprar pão.

Nada mais.

Mas, ao passar pelo corredor de cafés, algo fez seu corpo desacelerar. Não foi o preço. Nem a promoção.

Foi o cheiro.

Por um instante, Ana não estava mais ali. Estava na cozinha da avó, aos sete anos, observando a água ferver enquanto ouvia:
"Café bom é aquele que abraça a gente por dentro."

Ela sorriu sem perceber.

Na prateleira, dezenas de marcas disputavam atenção. Mas uma embalagem se destacava: tons quentes, uma xícara fumegante e a frase "O sabor que transforma pequenos momentos em memórias".

Ana pegou o pacote.

Não leu a tabela nutricional. Não comparou valores. Seu cérebro já tinha decidido antes que ela percebesse.

Quando chegou em casa, preparou o café com calma. Sentou-se perto da janela. O primeiro gole trouxe conforto, não apenas sabor.

Na semana seguinte, Ana voltou ao supermercado. Passou direto pelas outras marcas. Pegou a mesma.

Não por hábito.
Por sentimento.

E foi assim que uma marca deixou de vender café…
e passou a vender pertencimento, memória e emoção.


Por que isso é neuromarketing?

  • 🧠 Memória emocional (cheiro e lembrança da avó)

  • ❤️ Decisão inconsciente antes da lógica

  • 🎯 Storytelling e significado, não apenas produto

  • 🔁 Criação de vínculo e fidelização


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